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“Projetos de identidade visual são concepções complexas que carregam especificações detalhadas e preveem uma vasta gama de aplicações”. Num criticismo rápido, todo processo de design é complexo, se tomamos como complexas as atividades que precisam combinar uma extensa quantidade de considerações, características gráficas e poréns que não dependem apenas do produtor (no caso o designer); especificação detalhada pode ser vista como uma redundância vaga, se não for tomada como uma indicação aos cuidados específicos e atenções particulares referentes a cada projeto, e a cada situação; por fim, falar de uma vasta gama de aplicações é um tanto quanto aberto, no entanto, é exatamente isso que um projeto de identidade visual deve prever, a vasta gama de possibilidades de aplicação de uma marca.

 

O projeto de uma identidade visual corresponde à uma necessidade de particularizar algo - uma empresa, um projeto, um evento, um serviço -, revelando por meio de uma comunicação sintética e objetiva a identidade e os propósitos que determinado caso possui. Assim como uma pessoa que expressa sua personalidade por meio de suas atitudes, postura, etc., a identidade de uma marca é manifestada por meio de seus pontos de contato com seu público. Para isso o designer precisa esmiuçar conceitos, compreender com o que irá trabalhar e selecionar a melhor opção para representá-lo. Todo o projeto, portanto, é guiado por representações visuais com significados específicos e preestabelecidos. A marca é o signo visual (e verbal) central capaz de auxiliar o público a identificar e compreender um serviço, geralmente representada por uma forma e um nome, é produzida com o intuito de sintetizar preceitos (serviços e conceitos base, missão e objetivos, características principais). Inúmeros são os indicativos referentes a essa produção, mas em geral diz-se que deve ser simples (para que seja facilmente lida e compreendida), memorável (para que seja lembrada sempre que necessário), atemporal (para que não fique submetida à moda), versátil (com a possibilidade de ser aplicada em diversas situações de forma eficiente) e, apropriada (um quesito óbvio, mas nem sempre atendido – uma marca precisa ser um referente direto e objetivo daquilo que representa, dependente, sempre, do seu nicho de mercado, a realidade social em que está inserida e o público-alvo). Os sistemas de identidade visual, por sua vez, descrevem o pacote de componentes gráficos e de estilo utilizados para representar uma identidade funcional (a marca, a família tipográfica, a paleta de cores, os elementos complementares, os padrões de layout, etc.), eles conformam uma linguagem visual que oferece uma família útil e flexível de elementos que auxiliarão a projetar peças comunicativas como campanhas de marketing e/ou campanhas colaterais. No fim, determinam as características específicas do que se quer apresentar, e definem como apresentá-las.  

I

projetos gráficos de identidade 
identidade visual

O designer deve ter sempre em mente que o design têm consequências.
[ralph caplan]

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